
Blog: Da política pública à clínica: como a identificação faz parte da prevenção e saúde do pet
Avançar no cuidado com os animais significa também avançar nas ferramentas que utilizamos para reconhecê-los e protegê-los. A microchipagem é um ponto de partida — e os bancos de dados, como o Sinpatinhas e a PetLink Brasil, são as pontes que conectam cada pet à sua história, ao seu tutor e ao seu direito de voltar para casa. A integração entre o público e o privado, entre iniciativa governamental e soluções técnicas, é o caminho mais promissor para garantir segurança, bem-estar e cidadania animal.
O Sinpatinhas entrou no ar em março de 2023 como uma importante iniciativa do Governo Federal para centralizar informações sobre animais de estimação no Brasil. Criado com o intuito de apoiar políticas públicas de bem-estar animal, o sistema representa um avanço relevante na construção de uma abordagem integrada de saúde única, que une saúde humana, animal e ambiental. A existência de um banco de dados nacional ajuda a organizar o cuidado com os pets, oferecendo subsídios para decisões mais assertivas por parte de gestores públicos e promovendo um olhar mais responsável para a população animal brasileira.Bancos de dados bem estruturados, como o Sinpatinhas, têm potencial para beneficiar toda a cadeia de cuidado — tutores, médicos-veterinários, ONGs, prefeituras e o próprio poder público. Ao permitir o registro de tutores, pets, vacinas e atendimentos, cria-se uma base sólida para políticas mais justas e eficientes. A própria presença de um campo para número de microchip no sistema já sinaliza uma direção importante: a de que a identificação permanente dos animais é uma ferramenta essencial para garantir vínculos e proteção.

É nesse cenário que plataformas complementares, como a PetLink Brasil, se tornam aliadas fundamentais. Integrada à rede internacional Petmaxx, a PetLink oferece um banco de dados de microchips com foco em identificação segura e reunificação ativa de pets com seus tutores. Por meio de uma rede de profissionais credenciados, respeitando a LGPD e prezando por um atendimento humano e ágil, a plataforma atua de forma prática no dia a dia de quem encontra um pet perdido ou atende um animal sem identificação visível.
O Brasil tem bons exemplos internacionais para se inspirar, como o REIAC na Espanha, o INBA no Uruguai e o SIAC em Portugal — todos sistemas que integram plataformas governamentais e privadas para ampliar o alcance e a eficiência da identificação animal. O Sinpatinhas tem potencial para seguir esse caminho, consolidando-se como eixo central da política pública de proteção animal, enquanto se articula com soluções já reconhecidas no setor veterinário, como a PetLink, para garantir mais efetividade nas pontas.
Cabe ao médico-veterinário um papel de protagonismo nessa construção. A correta identificação dos pacientes vai além de registros administrativos: é um compromisso ético e técnico com a saúde pública, com a segurança do animal e com a tranquilidade do tutor. Adotar a microchipagem com dispositivos certificados e registrar os dados em plataformas robustas e acessíveis amplia a responsabilidade compartilhada por esse cuidado, fortalecendo a atuação clínica e preventiva, além de garantir mais segurança para os pets.